domingo, 20 de maio de 2007

POR POUCO VÉIO...(homenagem feita ao amigo GIOVANI IEMINI, criador do BAR DO ESCRITOR)

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23 de abril de 2007.

-Hoje faço 39 anos, ou seria 38? Ando meio perdido no tempo.
Falava com seus botões. A amnésia era providencial, pois a idéia de entrar para a casa dos ENTA não o deixava feliz. – Estou ficando velho. O que conquistei? Quais eram meus ideais mesmo? Era a velha crise de aniversário que se instalava. Foi desviado dos pensamentos pela campainha da porta.
-Pois não?
-Aqui mora o senhor Giovani Iemini?
-Sou eu mesmo. Não enrola caboclo, fala logo a que veio.
-Poderia me acompanhar até aqui fora? Tenho um presente para o senhor.
-Xi... Não estou gostando nada disso. O que é?
-Uma mensagem animada.
-Mas, que merda! Não curto esse tipo de coisa... Se foi a Rê... Não. Não foi ela. Ta careca de saber que odeio essas frescuras.
Acompanhou o rapaz e em frente à casa, um caminhão todo enfeitado, uma banda na carroceria começou a tocar. Um pequeno palco estava instalado ao lado dos músicos e um rapaz subiu nele. Era moreno, corpo atlético, vestido com uma jaqueta de couro preto e uma cueca combinando. A banda tocou a música Macho Man de Village People e ele começou a rebolar como se estivesse numa boate gay.
-Vocês se enganaram. Isso não é para mim. Deu meia volta e entrou em casa. O rapaz começou a discursar no microfone e as pessoas se aglomeravam.
-“Gigio, meu amor. Volta para tua neguinha. Hoje é seu aniversário, fofo. Eu sei que você não quer que os outros saibam, mas hoje é um dia especial, não podia deixar passar em branco”.
-O que esse viado ta falando, meu Deus? Mas ele continuava:
-EU TE AMO GIGIO. Meu corpinho é teu, amor. Vem aqui fora...
-Vou te matar de pancada, seu PULHA! Giovani saiu em direção ao caminhão com um taco de golfe nas mãos.
-Liga logo cacete... Liga essa merda! Ele ta vindo. Preocupado, o rapaz da jaqueta de couro e cueca combinando, pedia ao motorista que arrancasse.
-Seu viado F D P, desce daí, porra! Subiu na traseira do veículo em direção ao rapaz.
-SOCORRO!
-Calma meu amor. Era Rê, que saíra debaixo de uma lona onde estivera escondida.
-Merda, Rê, você sabia?
-Eu avisei para não fazer isso, mas ele insistiu... No outro cantinho saía, com o olhar cabisbaixo, Emanuel.
-Oi Gi...
-Oi Giovani, foi tudo brincadeira. Era o moço do cuecão de couro. –Sou eu, Muryel, lembra?
-Emanuel, seu merdinha! Se quiser desrespeitar o Bar, aos colegas e ao mundo, dane-se. Mas a mim você não fará isso. Já estou de saco cheio de suas babaquices.
-Desculpa aí véio. É sério. Eu sei que errei. E também dou o maior valor pro trabalho que tu faz irmão. Eu não rasgo seda. Nunca precisei. Você sabe disso.
-CALA A BOCA!
-G... Í. G. I. O.
-Fala cretino.
-Feliz níver, véio.


Me Morte

5 comentários:

Doctor t. disse...

Intelectual:
Como já os conheco, passei somente pra dizer, quão bela idéia foi esta, de expôr tão dignos e magníficos contos, por meio deste espetacular vaículo de comunicacão denominado BLOG!!!
beijos

Agora normal:
Ducaráio tua idéia ME, pô tô mó doidão com esse teu novo barato, tô contigo mina ! tudo certo!
bejos

Agora apaixonado:
Tudo o que provém de sua brilhante e excitante mente, cara ME, produz incrível reacão químia no meu ( seu ) corpo!
Meu amor por ti, impede que eu pronuncie algo menos do que FANTÁSTICA,esta sua idéia! Tô contigo até o fim de minhas forcas!
TE AMO!!!!!!

BEIJOS!!!!

Deveras disse...

Maneiros, conto e mural (óia só a foto que a figura escolheu!)

ficanapaz

Eliane Alcântara. disse...

Gostei muito de conhecer este espaço, Me.
Uma bela idéia... Niver mesmo?
Caso sim, felicidades ao Gigio.
Beijos e ótima quinta-feira.

Anderson H. disse...

Que maravilha! Adorei.

Mão Branca disse...

me, sou teu fan.
obrigado!!!!!